terça-feira, abril 24, 2007
Estou impaciente. Sentada à ponta da cadeira, com os pés a tamborilar no chão, o estomâgo numa queixa contínua e a cabeça, se a encontrarem por favor devolvam-na.
Nao sei por que espero, nem porque espero, numa ode a uma espera por quem não esqueci. Mas devo ter-me esquecido, nada me ocorre para corrigir uma ansiedade de dias vagos que rapidamente se tornam numa monotonia ritmada, com dós e sois que não consigo ver. Nem ouvir.
quinta-feira, abril 19, 2007
Ups. I shouldn't have said that.
Epah isto merece um prémio qualquer, não importa qual. Um grammy latino, um best lyrics ever wrote award, não sei, desenrasquem-se.
Passo a citar:
"You don't even know the meaning of the words "I'm sorry"
You said you would love me until you die
And as far as I know you're still alive, baby
You don't even know the meaning of the words "I'm sorry"
I'm starting to believe it should be illegal to deceive a woman's heart"
E depois vocês queixam-se dos Toranja e dos Silence4.
"As far as I know you are still alive" é das melhores coisinhas que eu alguma vez vi escrita, já para não referir cantada. Ao pé disto "Continuas chamando-me assim, bebé" merecia um óscar.
Não sei que raio aconteceu à rapariga, isto foi certamente um daqueles virus americanos. Do género dos ingleses que eu apanhei. Daqueles que me fazem estar aqui há 11 meses e não ter vontade nenhuma de escrever sobre nada, porque não há nada de interessante para contar. Esta gente é mais normal do que um BMW à porta do Elefante Branco.
No outro dia lembrei-me de escrever um post sobre a minha frase preferida quando vou na rua e tropeço ou me espalho. E eu espalho-me com frequência. Não tão frequentemente aqui como em Lisboa porque aqui não há a maravilhosa calçada portuguesa que faz frente a qualquer sapato de salto alto. Digo sempre: "Bommm dia!" Pois na outra noite a minha professora de strip, a caminho do pub connosco, tropeçou, quase foi ao chão e disse: "Gooood Morning!". Opah. O que isto me fez feliz. Saber que a diversidade cultural tem momentos do género Ponto de Encontro, em que eu faço de Henrique Mendes e me emociono.
Passo a citar:
"You don't even know the meaning of the words "I'm sorry"
You said you would love me until you die
And as far as I know you're still alive, baby
You don't even know the meaning of the words "I'm sorry"
I'm starting to believe it should be illegal to deceive a woman's heart"
E depois vocês queixam-se dos Toranja e dos Silence4.
"As far as I know you are still alive" é das melhores coisinhas que eu alguma vez vi escrita, já para não referir cantada. Ao pé disto "Continuas chamando-me assim, bebé" merecia um óscar.
Não sei que raio aconteceu à rapariga, isto foi certamente um daqueles virus americanos. Do género dos ingleses que eu apanhei. Daqueles que me fazem estar aqui há 11 meses e não ter vontade nenhuma de escrever sobre nada, porque não há nada de interessante para contar. Esta gente é mais normal do que um BMW à porta do Elefante Branco.
No outro dia lembrei-me de escrever um post sobre a minha frase preferida quando vou na rua e tropeço ou me espalho. E eu espalho-me com frequência. Não tão frequentemente aqui como em Lisboa porque aqui não há a maravilhosa calçada portuguesa que faz frente a qualquer sapato de salto alto. Digo sempre: "Bommm dia!" Pois na outra noite a minha professora de strip, a caminho do pub connosco, tropeçou, quase foi ao chão e disse: "Gooood Morning!". Opah. O que isto me fez feliz. Saber que a diversidade cultural tem momentos do género Ponto de Encontro, em que eu faço de Henrique Mendes e me emociono.
segunda-feira, abril 09, 2007
Feel

A biologia tem destas coisas. Prega-nos partidas, segreda-nos baixinho, aos ouvidos, umas hormonas que nos soam a gritos de generais que nos impõem um "aqui, já, agora" aos quais não nos atrevemos a desobedecer. E cumpridas as ordens, elas retiram-se discretamente, deixando-nos desorientados e vazios.
Nunca entendi a biologia humana e o fosso abismal na forma como a sociedade lida connosco, e com a nossa humanidade tão premente, tão aqui ao pé dos nossos corações e tão longe das nossas cabeças. Será assim tão longe?
Não me apetece, neste momento, comprometer-me com estudos acerca da dicotomia coração-cabeça, e em como eu acho que são um só, que nos permite sempre saber o que queremos, se nos deixarmos de preocupar por um momento com as normas sociais. Incomoda-me saber que as pessoas se preocupam mais com o que os outros pensam do que em ouvir a sua própria opinião, que inevitavelmente a biologia lhes vai gritar aos quatro cantos das células, muito brevemente.
Incomoda-me mais saber que, neste momento, a minha biologia está a gritar-me uma coisa e o vox populi não se cala com um zumzum, um diz-que-disse de olha-estou-te-a-avisar-depois-não-venhas-choramingar.
É impressionante a forma como eu faço sabotagem aos meus próprios planos e depois me queixo que eles não funcionam.
Nunca entendi a biologia humana e o fosso abismal na forma como a sociedade lida connosco, e com a nossa humanidade tão premente, tão aqui ao pé dos nossos corações e tão longe das nossas cabeças. Será assim tão longe?
Não me apetece, neste momento, comprometer-me com estudos acerca da dicotomia coração-cabeça, e em como eu acho que são um só, que nos permite sempre saber o que queremos, se nos deixarmos de preocupar por um momento com as normas sociais. Incomoda-me saber que as pessoas se preocupam mais com o que os outros pensam do que em ouvir a sua própria opinião, que inevitavelmente a biologia lhes vai gritar aos quatro cantos das células, muito brevemente.
Incomoda-me mais saber que, neste momento, a minha biologia está a gritar-me uma coisa e o vox populi não se cala com um zumzum, um diz-que-disse de olha-estou-te-a-avisar-depois-não-venhas-choramingar.
É impressionante a forma como eu faço sabotagem aos meus próprios planos e depois me queixo que eles não funcionam.
domingo, abril 08, 2007
"It's the sense of touch.(...)I think we miss that touch so much, that we crash into each other, just so we can feel something. "
Os meus choques são sempre frontais a alta velocidade, depois de cinco sinais a avisar-me de choque frontal eminente. De nada me serve o sexto sentido, porque ninguém acredita em mim sem provas, mesmo depois de confrontados com factos. É como nos exames de matemática: só te aceitam resposta completa com a explicação toda até ao resultado. Se colocares só o resultado dão-te, no máximo, meio valor. E assim tenho passado a vida com 10, embora saiba todos os resultados ainda antes de me fazerem as perguntas.
Os meus choques são sempre frontais a alta velocidade, depois de cinco sinais a avisar-me de choque frontal eminente. De nada me serve o sexto sentido, porque ninguém acredita em mim sem provas, mesmo depois de confrontados com factos. É como nos exames de matemática: só te aceitam resposta completa com a explicação toda até ao resultado. Se colocares só o resultado dão-te, no máximo, meio valor. E assim tenho passado a vida com 10, embora saiba todos os resultados ainda antes de me fazerem as perguntas.
